<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8203681</id><updated>2011-04-22T05:57:08.018+01:00</updated><title type='text'>Pedaços</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Anna Camarra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8203681.post-114928850637112210</id><published>2006-06-02T23:48:00.000+01:00</published><updated>2006-06-02T23:48:26.383+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p align="center" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0"&gt;&lt;iframe src="http://www.publipt.com/scripts/runner.php?IFRAME="1&amp;GA="1" space="0" vspace="0" width="468" height="60" marginwidth="0" marginheight="0" frameborder="0" scrolling="no"&gt;&lt;script language="JavaScript" src="&lt;a href=" js="1&amp;amp;GA="1"&gt;http://www.publipt.com/scripts/runner.php?JS=1&amp;GA=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;/iframe&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&lt;&gt;align="center" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 8pt;font-family:Tahoma;" &gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="&lt;a"&gt;Publipt'&gt;http://www.publipt.com/pages/index.php?refid=anamor"&gt;Publipt&lt;/a&gt; - Publicidade na Internet&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 8pt;font-family:Tahoma;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8203681-114928850637112210?l=aminhaesquina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/feeds/114928850637112210/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8203681&amp;postID=114928850637112210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/114928850637112210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/114928850637112210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/2006/06/script-languagejavascript-src-pa.html' title=''/><author><name>Anna Camarra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8203681.post-111064142872884583</id><published>2005-03-10T14:55:00.000Z</published><updated>2005-03-12T15:32:28.843Z</updated><title type='text'>Avô</title><content type='html'>Faz hoje vinte e dois anos eu era apenas uma menina. Não que aceitasse facilmente que alguem o dissesse mas o facto é que não passava de uma menina.&lt;br /&gt;Do alto dos meus infantis dezassete anos passados como filha única e neta muito mimada eu vivia cheia de certezas.&lt;br /&gt;A maior certeza de todas era a de que certas pessoas eram imortais, era para mim impossivel acreditar que essas pessoas pura e simplesmente não iriam estar presentes em todos os momentos importantes da minha vida.&lt;br /&gt;Entre essas pessoas estavam os meus avós.&lt;br /&gt;È certo que o meu avô paterno era apenas uma foto num album de recordações, mas afinal de contas eu nunca o tinha conhecido e como tal ele não fazia parte da minha galeria de imortais.&lt;br /&gt;È certo também que o meu "avô-velho", nome pelo qual eu distinguia o meu bisavô do meu avô tinha partido quando eu tinha somente 8 anos mas esse era muito velho no meu conceito e a morte é uma coisa natural que só acontece aos muitos velhos.&lt;br /&gt;Mas as minhas duas avós e o meu avô materno não eram nem nunca seriam velhos e como tal eram imortais.&lt;br /&gt;Faz hoje vinte e dois anos as minhas certezas ruiram todas ao mesmo tempo e, pensava eu,para sempre.&lt;br /&gt;Do meu avô materno guardo todas as recordações que a sabedoria popular reserva normalmente ás avós: era ele quem me levava a passear, era ele quem me contava as historias que infelizmente hoje não sei repetir aos meus filhos. Era ele quem tinha toda a paciencia do mundo para aturar uma neta mimada e mimalha e quantas vezes todas as amigas dela.&lt;br /&gt;O meu avô era o meu heroi...&lt;br /&gt;Faz hoje vinte e dois anos alguem chegou ao pe de mim e me disse que o meu heroi não era imortal e eu acreditei....&lt;br /&gt;Vinte e dois anos e mais duas avós mortas depois sei que afinal a menina de dezassete anos cheios de certezas tinha razão....&lt;br /&gt;Há pessoas que pura e simplesmente são imortais.&lt;br /&gt;Vinte e dois anos depois o meu avô continua tão presente em todos os momentos da minha vida como então o estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Avô..&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Avô, senta-te um bocadinho ao pé de mim. Vamos conversar como faziamos antigamente...&lt;br /&gt;Conta-me um conto avô...um conto com um sinal preto na face esquerda. Tu sabes qual é. E como tu os contas bem. Ninguem conta contos como tu...&lt;br /&gt;Olha...Queres? Ris-te? Pois é...eu ainda gosto destes suspiros que se desfazem na boca. Sabem-me a ti, doces, suaves, sabem-me a ti..&lt;br /&gt;A tua menina cresceu e tu não viste avô. A tua menina, hoje já não deixaria apagar o lume por ficar pendurada no fole...&lt;br /&gt;Mas, mesmo que deixasse apagar o lume tu não irias ralhar comigo pois não avô? Tu és mesmo assim. Não sabes dizer não...&lt;br /&gt;Olha...queres? Ris-te? Pois é...ainda gosto de beber a água pelo cocho de cortiça. Sabe-me a ti avô, doce, fresca, sabe-me a ti...&lt;br /&gt;Olha, sabes, hoje passei perto da tua casa de antes. Não vi o Zé, nem os outros, mas sei que se os visse também eles falariam de saudades por ti...&lt;br /&gt;A tua menina cresceu avô e tu não viste. A tua menina cortou os cabelos, deixou de usar saias e fuma avô. A tua menina traiu-te avô...&lt;br /&gt;Olha...queres? Ris-te? Pois é... tu não gostas de pudim, é massa de sapateiro dizes. Mas sabe-me a ti, doce e suave, sabe-me a ti...&lt;br /&gt;A tua menina já tem meninos avô e tu não viste. E eles sentem a falta do avô que não conheceram...&lt;br /&gt;Eu não sei contar contos de sinal preto na face esquerda. Como tu os contas bem avô. Ninguem conta contos como tu..&lt;br /&gt;Olha...queres? Ris-te? Pois é... ainda me perco por chocolates como antes. Sabem-me a ti, doces, suaves, sabem-me a ti...&lt;br /&gt;A tua menina cresceu avô e tu não viste.&lt;br /&gt;Mas a tua menina ainda precisa de ti e tu sabes avô...&lt;br /&gt;Senta-te aqui avô, vem conversar comigo. Conta-me um conto de sinal preto na face esquerda dessa maneira que só tu sabes e depois deixa-me dormir no teu colo como dantes...&lt;br /&gt;Olha...queres? Ris-te? Pois é...a tua menina agora gosta de flores. Sabem-me a ti belas e frageis, sabem-me a ti...&lt;br /&gt;Não vás avô, não outra vez.&lt;br /&gt;Olha...tenho aqui o baú das recordações.&lt;br /&gt;Não, não o vamos vasculhar os dois...Tu estás cansado, eu sei, entra dentro do meu baú, assim levo-te comigo para todo o lado...&lt;br /&gt;Olha...Vês? Eu não choro mas tu tens de vir comigo...&lt;br /&gt;Logo...amanhã...um destes dias eu abro o baú das recordações e voltamos a conversar. Depois tu contas-me da maneira que só tu sabes um conto de sinal preto na face esquerda e eu adormeço, tranquila, em teu colo...&lt;br /&gt;Amo-te Avô..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8203681-111064142872884583?l=aminhaesquina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/feeds/111064142872884583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8203681&amp;postID=111064142872884583' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/111064142872884583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/111064142872884583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/2005/03/av.html' title='Avô'/><author><name>Anna Camarra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8203681.post-110428481233407772</id><published>2004-12-29T01:22:00.000Z</published><updated>2004-12-29T01:46:52.336Z</updated><title type='text'>Não é fácil o amor</title><content type='html'>O amor é uma coisa estranha.&lt;br /&gt;Quanto mais o tentamos esconder e negar mais ele cresce e se revela em todo o seu esplendor até o outro se tornar tão imprescindivel que intuimos que não conseguiriamos sobreviver sem a sua presença mesmo que distante.&lt;br /&gt;O outro acaba por se tornar de tal maneira parte de nós que sentimos quase como se ele fosse tudo o que temos e o que não temos e o amor torna-se de tal maneira avassalador que se ultrapassa a si mesmo e se transforma num sentimento que já nem mesmo nós conseguimos definir.&lt;br /&gt;E é nessa altura que mais dificil se torna não só o amor mas principalmente esconder o quanto se ama tão grande se torna o medo, o absurdo medo, de se perder quem, afinal, nunca se teve.&lt;br /&gt;E quando o medo se torna grande demais para que o possamos suportar fecha-se o circulo do amor e, por amor, recusamo-nos a amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escuta-me&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Escuta-me: eu não te amo!&lt;br /&gt;Como não amo do sol o calor&lt;br /&gt;ou o ofuscante brilho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mas sem eles como me aqueceria?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuta-me: eu não te amo!&lt;br /&gt;Como não amo da lua a prateada luz&lt;br /&gt;ou das estrelas a eterea beleza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mas sem elas como sonharia?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuta-me: eu não te amo!&lt;br /&gt;Como não amo das flores o perfume&lt;br /&gt;ou do vento a liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mas sem eles como respiraria?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuta-me: eu não te amo!&lt;br /&gt;Como não amo da musica a melodia&lt;br /&gt;ou do poema a fantasia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mas sem eles como cantaria?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuta-me: eu não te amo!&lt;br /&gt;Acredita-me sempre que o repito&lt;br /&gt;Meu amor, eu não te amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mas sem ti como sobreviveria?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como se fosses&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Como se fosses a minha dor&lt;br /&gt;e o ombro onde a consolo.&lt;br /&gt;Como se fosses um fogo&lt;br /&gt;e a água que o apaga.&lt;br /&gt;Como se fosses o meu tudo&lt;br /&gt;e as minhas mãos cheias de nada.&lt;br /&gt;Como se fosses inevitável&lt;br /&gt;e mesmo assim tão impensável&lt;br /&gt;quero-te muito para lá do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sabes...não é fácil&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sabes...não é fácil&lt;br /&gt;mentir&lt;br /&gt;disfarçar&lt;br /&gt;fingir.&lt;br /&gt;Não é mesmo nada fácil&lt;br /&gt;mentir-te palavras banais&lt;br /&gt;disfarçar-me em sorrisos quotidianos&lt;br /&gt;fingir-nos em sonhos insipidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes...não é facil&lt;br /&gt;(não é mesmo nada fácil)&lt;br /&gt;Amar-te&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Medo (de te perder)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Primeiro tentei esconder-me&lt;br /&gt;mas se houve formas de o fazer&lt;br /&gt;eu nunca as tinha aprendido.&lt;br /&gt;Depois procurei nega-lo&lt;br /&gt;mas se houve palavras para tal&lt;br /&gt;há muito que eu as tinha esquecido.&lt;br /&gt;Agora desisti de me esconder e negar.&lt;br /&gt;Este é o tempo de o reconhecer&lt;br /&gt;de me aceitar e de te dizer:&lt;br /&gt;Posso nunca te ter tido&lt;br /&gt;mas tenho medo de te perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não te quero amar (porque eu sei)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não te quero amar&lt;br /&gt;Porque eu sei que a paixão se esfuma&lt;br /&gt;deixando apenas as suas ruinas.&lt;br /&gt;Porque eu sei que o desejo se esvai&lt;br /&gt;e dele somente sobra o vazio.&lt;br /&gt;POrque eu sei que o amor morre&lt;br /&gt;e em seu lugar não fica nada.&lt;br /&gt;È porque eu sei que tudo termina&lt;br /&gt;que te chamo apenas amigo.&lt;br /&gt;Entende: é por te amar tanto&lt;br /&gt;que eu não te quero amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8203681-110428481233407772?l=aminhaesquina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/feeds/110428481233407772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8203681&amp;postID=110428481233407772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/110428481233407772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/110428481233407772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/2004/12/no-fcil-o-amor.html' title='Não é fácil o amor'/><author><name>Anna Camarra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8203681.post-110077143789090677</id><published>2004-11-18T09:30:00.000Z</published><updated>2004-11-18T09:50:37.890Z</updated><title type='text'>Nocturno</title><content type='html'>Considero-me uma noctivaga. Não uma boemia, bem longe disso, mas definitivamente uma noctivaga.&lt;br /&gt;Todos os dias espero pelo anoitecer porque só a noite me pode trazer aquilo porque espero durante o dia.&lt;br /&gt;O dia vigia-me, restringe-me, manieta-me os movimentos enquanto a noite me liberta as mãos e os sentimentos.&lt;br /&gt;O dia é frio, contraditóriamente escuro enquanto a noite é terna e luminosa e não me recordo no meio de tantas oportunidades perdidas de ter, alguma vez, perdido a noite porque no final da noite fica sempre alguma coisa de doce que me aquece.&lt;br /&gt;A noite  foi sempre encarada com um misto de fascinação e medo por quem, por um lado a acha um tempo de reflexão e por outro lado, talvez por ter medo dos seus próprios pensamentos a acha um tempo de monstros e terrores.&lt;br /&gt;Esses são os tristes que não sabem...&lt;br /&gt;Eu, por mim, confesso sou da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Anoitecer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Espero que anoiteça&lt;br /&gt;escuto do dia o suspiro derradeiro,&lt;br /&gt;mas não é ele quem me entristece:&lt;br /&gt;o fim do dia nunca é triste&lt;br /&gt;se sei que do canto da noite&lt;br /&gt;tu surgirás, voz de mil vozes&lt;br /&gt;sonho que nunca ousei sonhar&lt;br /&gt;caricia que me toca sem dedos.&lt;br /&gt;Não o fim do dia assim não é triste.&lt;br /&gt;O que me deixa esta lagrima na face&lt;br /&gt;este travo amargo na alma e na boca&lt;br /&gt;é saber que hoje nem a tua voz me embalará&lt;br /&gt;nem a tua caricia me fará voar.&lt;br /&gt;o que me desespera neste suspiro do dia&lt;br /&gt;é saber que não há canto da noite&lt;br /&gt;de onde tu surjas terno e cumplice&lt;br /&gt;quando enfim chegar escuro e frio&lt;br /&gt;o anoitecer que espero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enquanto o dia me vigiou&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Enquanto o dia me vigiou&lt;br /&gt;usei a costumeira mascara.&lt;br /&gt;Transvesti-me de indiferença&lt;br /&gt;e sem nada deixar transparecer&lt;br /&gt;fumei-te em todos os cigarros&lt;br /&gt;dancei-te em todas as musicas&lt;br /&gt;sonhei-te em todos os sonos.&lt;br /&gt;Mas agora que o dia se foi&lt;br /&gt;e novamente chegou a noite&lt;br /&gt;(aquela que me abriga e protege)&lt;br /&gt;arranco finalmente a mascara&lt;br /&gt;e sou enfim livre de te amar&lt;br /&gt;em todos os poemas que não escrevo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nunca são perdidas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nunca são perdidas as noites&lt;br /&gt;que atravesso na companhia&lt;br /&gt;da esperança de te ver chegar&lt;br /&gt;com tua boca de palavras sábias&lt;br /&gt;e teus olhos serenamente mágicos.&lt;br /&gt;Há sempre uma chama acesa&lt;br /&gt;por dentro das noites sem ti:&lt;br /&gt;um gesto que acaricia a memória&lt;br /&gt;uma palavra companheira da solidão&lt;br /&gt;um sorriso que desperta a recordação.&lt;br /&gt;Nunca são perdidas as noites&lt;br /&gt;que passo com a esperança vã&lt;br /&gt;de te ver chegar sereno, suave, triste.&lt;br /&gt;Porque, meu amor, não há noite&lt;br /&gt;em que tu não durmas comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terna é sempre a noite (eu não sabia)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Terna é sempre a noite&lt;br /&gt;mesmo quando se faz tempestade&lt;br /&gt;no mar absorto dos teus olhos.&lt;br /&gt;Eu não sabia que é possivel&lt;br /&gt;ter-se paz em plena borrasca&lt;br /&gt;e encontrar um porto de abrigo&lt;br /&gt;no escarpado das falesias da alma.&lt;br /&gt;Doce é sempre a madrugada&lt;br /&gt;mesmo quando a escuridão campeia&lt;br /&gt;no céu distraido das tuas mãos.&lt;br /&gt;Eu não sabia que é possivel caminhar&lt;br /&gt;na tortuosa travessa dos tempos&lt;br /&gt;e encontrar sempre uma fresta aberta&lt;br /&gt;nos cerrados portões de uma vida.&lt;br /&gt;Terna é a noite e doce a madrugada&lt;br /&gt;mesmo quando a ausencia é macula&lt;br /&gt;e o silencio o unico companheiro&lt;br /&gt;que posso dar á tua recordação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eles não sabem&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eles não sabem, os tristes, que a noite&lt;br /&gt;é uma manta de luz que sempre cobre&lt;br /&gt;os anseios de corpos trementes e loucos&lt;br /&gt;Eles não sabem, os tristes, que a noite&lt;br /&gt;tem dentro de si uma melodia eterna&lt;br /&gt;que só os amantes clandestinos ouvem&lt;br /&gt;Eles não sabem, os tristes, que a noite&lt;br /&gt;tem um perfume raro a rosas e cactos&lt;br /&gt;que envolve amores e os protege.&lt;br /&gt;Eles não sabem, os tristes, que a noite&lt;br /&gt;de tão luminosa nos esconde nas sombras&lt;br /&gt;de tão melodiosa nos ressalta os gemidos&lt;br /&gt;de tão perfumada nos rouba os sentidos.&lt;br /&gt;Eles não sabem, os tristes, que na noite&lt;br /&gt;nós nos escondemos, revelamos e temos&lt;br /&gt;e só por isso as nossas noites são mais belas&lt;br /&gt;que os tristes dias dos tristes que temem a noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sou da Noite&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu sou da noite, sou dela prisioneira&lt;br /&gt;e só na noite me liberto.&lt;br /&gt;No seu regaço deposito meus medos,&lt;br /&gt;embalada nos seus braços sou criança:&lt;br /&gt;brinco ás escondidas com a lua&lt;br /&gt;salto ao eixo com as estrelas.&lt;br /&gt;Eu sou da noite, nela me escondo&lt;br /&gt;e só na noite me sinto amada.&lt;br /&gt;à noite confio os meus segredos&lt;br /&gt;e só ela os entende e guarda.&lt;br /&gt;Eu sou da noite a ela me revelo&lt;br /&gt;e só a ela me entrego e dou.&lt;br /&gt;Eu sou da noite a amiga, a amante&lt;br /&gt;e a noite, meu amor, a noite é tua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8203681-110077143789090677?l=aminhaesquina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/feeds/110077143789090677/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8203681&amp;postID=110077143789090677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/110077143789090677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/110077143789090677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/2004/11/nocturno.html' title='Nocturno'/><author><name>Anna Camarra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8203681.post-109987938044166510</id><published>2004-11-08T01:31:00.000Z</published><updated>2004-11-08T02:03:00.443Z</updated><title type='text'>Tocatta e fuga (pura impotencia)</title><content type='html'>Todos nós temos a veleidade de conseguir ser a força de alguem, de conseguirmos fazer por essa pessoa o impossivel de forma a conseguir para ela pelo menos mais um sorriso.&lt;br /&gt;Francamente não sei se este sentimento ou desejo ou seja lá o que se quiser chamar se reveste de um caracter altruista ou se é o mais egoista dos sentimentos porque a verdade é que se sente que apenas conseguimos ser felizes se a outra pessoa estiver no minimo pacificada com ela, com os outros e com a vida.&lt;br /&gt;Depois há aqueles dias em que desde que acordamos até à hora em que o nosso cerebro pura e simplesmente desiste de pensar não conseguimos mais do que sentir uma sensasão de pura perplexidade por essa pessoa de uma forma ou outra ainda nos procurar apesar da absoluta impotencia que sentimos para lhe devolver o sorriso e a paz e é nessas alturas que nos apetece fugir para bem longe de nós e recomeçar tudo de novo num mundo lavado de fresco.&lt;br /&gt;No fundo tudo se resume ao assumir do facto que somos demasiados pequenos, fracos e debeis para conseguir travar a maquina que lentamente vai triturando sempre quem menos merece.&lt;br /&gt;E de grande em nós resta apenas o Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Força..&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu quis ser a tua força,&lt;br /&gt;o ombro para as tuas dores&lt;br /&gt;o esteio das tuas horas assustadas&lt;br /&gt;o porto-de-abrigo da tua alma&lt;br /&gt;o escudo contra teus fantasmas&lt;br /&gt;a ancora dos teus dias solitários&lt;br /&gt;o farol na escuridão dos terrores&lt;br /&gt;o ouvido para todos os temores&lt;br /&gt;os olhos das tuas estrelas&lt;br /&gt;as estrelas nos teus olhos&lt;br /&gt;a boca dos teus beijos&lt;br /&gt;o corpo dos teus desejos.&lt;br /&gt;Eu quis ser a tua força, amor&lt;br /&gt;mas tu é que és a minha fraqueza..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se eu pudesse..&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se eu pudesse amor:&lt;br /&gt;Para te alar sempre a alma&lt;br /&gt;dar-te-ia as asas de um pardal&lt;br /&gt;mas também a segurança&lt;br /&gt;de uma concha protectora.&lt;br /&gt;Seria tua a ferrea força&lt;br /&gt;de um martelo poderoso&lt;br /&gt;mas também a suavidade&lt;br /&gt;de uma unha sensual.&lt;br /&gt;Para sempre terias os pés&lt;br /&gt;bem assentes na terra mãe&lt;br /&gt;mas também o coração poisado&lt;br /&gt;sobre os cumes das nuvens.&lt;br /&gt;Dar-te-ia o magestoso voo&lt;br /&gt;de um condor que passa sobre&lt;br /&gt;as eternas neves imortalizadas&lt;br /&gt;nas suaves notas da andina flauta.&lt;br /&gt;Amor, se eu pudesse...&lt;br /&gt;Se ao menos  eu pudesse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna  Camarra&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque ainda me procuras?...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se nada tenho nas mãos&lt;br /&gt;que pendem vazias, inaptas&lt;br /&gt;impotentes para matar a fome&lt;br /&gt;que te leio no peito e a sede&lt;br /&gt;que vejo grassar em tua boca.&lt;br /&gt;Se são ainda e sempre tão vãs&lt;br /&gt;as palavras com que te beijo&lt;br /&gt;e eu nunca posso estar&lt;br /&gt;nos sitios onde me precisas.&lt;br /&gt;Se nada te posso oferecer&lt;br /&gt;que te afogue essa mágoa&lt;br /&gt;e te afague os dedos solitários.&lt;br /&gt;Se nada sou nem nada tenho&lt;br /&gt;com que te possa consolar&lt;br /&gt;porque é que ainda me procuras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quero partir..&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Que faço eu aqui perdida&lt;br /&gt;entre a brancura do papel&lt;br /&gt;e o silencio pesado desta noite?&lt;br /&gt;Quero partir para longe&lt;br /&gt;para onde as memórias não doam&lt;br /&gt;e as recordações se esbatam.&lt;br /&gt;Quero partir para onde tu&lt;br /&gt;não te assombres, nem me assustes.&lt;br /&gt;Quero acender todas as estrelas&lt;br /&gt;desvendar todos os mistérios&lt;br /&gt;voar sem rumo por todos os céus.&lt;br /&gt;Que faço eu aqui perdida&lt;br /&gt;entre a brancura do papel&lt;br /&gt;e o silencio pesado da noite?&lt;br /&gt;Quero partir sem caminho nem estrada&lt;br /&gt;e apenas em tua direcção.&lt;br /&gt;Quero partir para onde tu te perdes&lt;br /&gt;e encontrar-nos onde ainda não nos sabemos..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gostava Que as Minhas Mãos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Gostava que as minhas mãos tivessem&lt;br /&gt;o tamanho exacto desta ternura&lt;br /&gt;que todos os dias me inunda:&lt;br /&gt;o tamanho do mundo inteiro&lt;br /&gt;para que nelas eu pudesse&lt;br /&gt;sustentar o peso da tua dor.&lt;br /&gt;Mas as minhas mãos são pequenas&lt;br /&gt;todo o meu corpo é pequeno.&lt;br /&gt;Pequeno demais para conseguir&lt;br /&gt;ser o grão de areia que entrave&lt;br /&gt;a engrenagem dessa máquina&lt;br /&gt;que te tritura e consome.&lt;br /&gt;Gostava que as minhas mãos fossem enormes&lt;br /&gt;que todo o meu corpo fosse enorme&lt;br /&gt;para conseguir devolver-te o brilho&lt;br /&gt;que os teus olhos vão perdendo.&lt;br /&gt;Mas, meu amor, grande em mim&lt;br /&gt;apenas este amor que te ofereço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8203681-109987938044166510?l=aminhaesquina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/feeds/109987938044166510/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8203681&amp;postID=109987938044166510' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/109987938044166510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/109987938044166510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/2004/11/tocatta-e-fuga-pura-impotencia.html' title='Tocatta e fuga (pura impotencia)'/><author><name>Anna Camarra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8203681.post-109478025340334431</id><published>2004-09-10T02:35:00.000+01:00</published><updated>2004-09-10T02:37:33.403+01:00</updated><title type='text'>Momentos Decisivos</title><content type='html'>Só conseguimos entender até que ponto as coisas realmente nos afectam quando vemos a sua trágica repetição acontecer mesmo á nossa frente substituimos os protagonistas da tragédia por caras bem mais nossas conhecidas e nos interrogamos qual deles teve, apesar de tudo, mais sorte; quando nos dói o vazio de um olhar que outrora foi pleno de vida e quando finalmente compreendemos que o pior não está para acontecer porque nada pode ser pior que a falta de um reconhecimento que sempre tivemos por certo.&lt;br /&gt;E nesses três decisivos momentos é que realmente dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foste Tu Que Tombaste&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tua a face que imobilizei&lt;br /&gt;nos meus olhos toldados de sal&lt;br /&gt;e foi o teu corpo que embalei&lt;br /&gt;nas minhas mãos ainda vazias.&lt;br /&gt;Foi outro o corpo em que tombaste&lt;br /&gt;e era de outro o coração que te traiu&lt;br /&gt;mas quando o verde se manchou&lt;br /&gt;de imobilidade, dor e medo&lt;br /&gt;e a história se repetiu macabra&lt;br /&gt;foste também tu quem ali tombou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna  Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem Foi Que Perdeu Tudo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem foi que perdeu tudo?&lt;br /&gt;Aquele cujo coração parou&lt;br /&gt;e, sem sentir, partiu só&lt;br /&gt;rumo a paragens desconhecidas&lt;br /&gt;ou aqueloutro que ficou&lt;br /&gt;encurralado no seu corpo&lt;br /&gt;com um traidor por companhia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna  Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se fechasse os meus olhos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se eu fechasse os meus olhos&lt;br /&gt;sei que conseguiria ver o teu olhar:&lt;br /&gt;tom de ternura e brilho de malicia&lt;br /&gt;seria, agora como dantes, o teu olhar.&lt;br /&gt;Se eu tapasse os meus ouvidos&lt;br /&gt;sei que conseguiria ouvir a tua voz&lt;br /&gt;metal de vida e vibração de amor&lt;br /&gt;seria, agora como dantes, a tua voz.&lt;br /&gt;Sei que parava o tempo neste minuto&lt;br /&gt;se eu fechasse olhos e ouvidos&lt;br /&gt;e tu serias, agora como dantes,&lt;br /&gt;o irmão sonhado que não tive.&lt;br /&gt;Mas mantenho deliberadamente&lt;br /&gt;olhos e ouvidos acesos e atentos&lt;br /&gt;e somente uma duvida me assola:&lt;br /&gt;Quando eu te olho e te escuto&lt;br /&gt;e tu me olhas e  me ouves&lt;br /&gt;será que ainda me reconheces?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna  Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vaticinio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dir-me-ão: "Morreu!"&lt;br /&gt;e ficarão á espera...&lt;br /&gt;Abutres querendo alimento&lt;br /&gt;das lágrimas e dores alheias.&lt;br /&gt;E quando não me virem chorar&lt;br /&gt;vociferarão não sei que criticas&lt;br /&gt;em todos os tons de censura.&lt;br /&gt;Não compreenderão então&lt;br /&gt;como nunca compreenderam&lt;br /&gt;que tu me morreste no dia&lt;br /&gt;em que olhei os teus olhos&lt;br /&gt;e eles não me reconheceram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna  Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8203681-109478025340334431?l=aminhaesquina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/feeds/109478025340334431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8203681&amp;postID=109478025340334431' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/109478025340334431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/109478025340334431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/2004/09/momentos-decisivos.html' title='Momentos Decisivos'/><author><name>Anna Camarra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8203681.post-109469116890066644</id><published>2004-09-09T01:50:00.000+01:00</published><updated>2005-10-09T21:59:20.600+01:00</updated><title type='text'>Brincadeiras do tempo</title><content type='html'>Por mais que tentemos brincar com o tempo é o tempo que brinca com as nossas vidas correndo quando lhe pedimos que pare e recusando-se a passar quando lhe suplicamos que corra . Quando damos por isso é sempre demasiado tarde mesmo quando tudo ainda está a começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contra o Tempo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Contra o tempo me fiz.&lt;br /&gt;Me desfiz!&lt;br /&gt;Contratempo de quem com o tempo&lt;br /&gt;nunca aprendeu a caminhar.&lt;br /&gt;Contra o tempo remei.&lt;br /&gt;Lutei em contratempo&lt;br /&gt;fora do meu tempo&lt;br /&gt;sem tempo para desistir&lt;br /&gt;sem horas para prosseguir.&lt;br /&gt;Contra o tempo fui minha própria&lt;br /&gt;forma de ser meu contratempo.&lt;br /&gt;E se no tempo meu tempo perdi&lt;br /&gt;foi apenas porque contra o tempo&lt;br /&gt;andei sempre em contramão e fiz&lt;br /&gt;do meu tempo o meu contratempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Passam devagar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas passam devagar&lt;br /&gt;é um pingar de minutos&lt;br /&gt;arrastados silenciosos minutos.&lt;br /&gt;As horas voam ao passar&lt;br /&gt;cada uma delas te afasta&lt;br /&gt;cada uma delas te leva.&lt;br /&gt;Só eu permaneço aqui&lt;br /&gt;onde te espero...ainda te quero.&lt;br /&gt;E estas horas que nunca param&lt;br /&gt;de se arrastar penosamente&lt;br /&gt;correndo desenfreadas ao passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O relogio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio pendurado na parede da sala&lt;br /&gt;troça de mim em risadas de cuco&lt;br /&gt;os seus ponteiros olham-me parados&lt;br /&gt;fingem que andam mas não se movem&lt;br /&gt;e as horas recusam-se a passar.&lt;br /&gt;Não há suplica, pedido ou ameaça&lt;br /&gt;que convençam o relogio da sala&lt;br /&gt;a permitir que não sejam infindáveis&lt;br /&gt;as horas paradas da tua ausencia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foi sempre tarde demais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi sempre demasiado tarde&lt;br /&gt;nunca houve em nossas vidas&lt;br /&gt;o tempo certo, a hora correcta.&lt;br /&gt;Tudo nos foi mostrado tarde demais&lt;br /&gt;Foi demasiado tarde que te encontrei&lt;br /&gt;já a noite era longa em mim&lt;br /&gt;Era tarde demais para mim já&lt;br /&gt;e demasiado tarde para ti ainda.&lt;br /&gt;Foi tarde demais que percebi&lt;br /&gt;que era já demasiado tarde&lt;br /&gt;para fugir da tua vida&lt;br /&gt;para te impedir a entrada na minha.&lt;br /&gt;E agora é, já, demasiado tarde&lt;br /&gt;para encontrar a porta de saída&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8203681-109469116890066644?l=aminhaesquina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/feeds/109469116890066644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8203681&amp;postID=109469116890066644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/109469116890066644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/109469116890066644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/2004/09/brincadeiras-do-tempo.html' title='Brincadeiras do tempo'/><author><name>Anna Camarra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8203681.post-109444631424975361</id><published>2004-09-06T05:47:00.000+01:00</published><updated>2004-09-06T05:54:58.186+01:00</updated><title type='text'>Nas Suas Mãos</title><content type='html'>Nas suas mãos sábias&lt;br /&gt;ela tornava-se mulher:&lt;br /&gt;gemia docemente prazeres&lt;br /&gt;que só ele sabia provocar.&lt;br /&gt;Nas suas mãos experientes&lt;br /&gt;ela sentia-se protegida:&lt;br /&gt;podia gritar magoas e revoltas&lt;br /&gt;que somente ele sabia traduzir.&lt;br /&gt;Nas suas mãos ternurentas&lt;br /&gt;a madeira tornava-se carne&lt;br /&gt;e eram nervos as finas cordas&lt;br /&gt;que apenas ele sabia fazer vibrar.&lt;br /&gt;Quedaram-se frias as sabias mãos&lt;br /&gt;cessou o prazer da madeira-carne&lt;br /&gt;não mais vibrariam os finos nervos.&lt;br /&gt;Tornou-se viuva a guitarra-mulher....&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Até sempre mestre Carlos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8203681-109444631424975361?l=aminhaesquina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/feeds/109444631424975361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8203681&amp;postID=109444631424975361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/109444631424975361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/109444631424975361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/2004/09/nas-suas-mos.html' title='Nas Suas Mãos'/><author><name>Anna Camarra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8203681.post-109435806233187102</id><published>2004-09-05T04:44:00.000+01:00</published><updated>2004-09-05T05:29:32.310+01:00</updated><title type='text'>Requiem Pela Inocencia</title><content type='html'>Lisboa 12 de Março&lt;br /&gt;Ontem morreu a inocencia do meu filho.&lt;br /&gt;Há tempos que andava fraca e debilitada.&lt;br /&gt;Acordava pálida e sedenta pela manhã.&lt;br /&gt;Falava de peixes mortos e pássaros mudos&lt;br /&gt;ao invés de falar de águas limpidas&lt;br /&gt;e nuvens brancas em céus azuis.&lt;br /&gt;Lembro-me que sofrera um rede golpe&lt;br /&gt;há uns anos atraz numa manhã de Setembro&lt;br /&gt;quando dois enormes pássaros de ferro&lt;br /&gt;deixaram ovos de fogo em dois ninhos&lt;br /&gt;de onde saiu morte em vez de vida.&lt;br /&gt;Era então 11 de Setembro em Nova Yorque&lt;br /&gt;e desde então quando falava de gémeos&lt;br /&gt;era de torres e não de irmãos que falava.&lt;br /&gt;Mas ontem o golpe foi, ainda, mais duro&lt;br /&gt;talvez porque o terror chegou por terra&lt;br /&gt;sem que ninguem o pudesse antecipar&lt;br /&gt;e varreu tudo á sua volta sem piedade&lt;br /&gt;num monumental estrondo de morte.&lt;br /&gt;Ontem foi 11 de Março em Madrid&lt;br /&gt;e ás oito da manhã em Lisboa&lt;br /&gt;a inocencia do meu filho não resistiu&lt;br /&gt;e morreu em nome de um deus anonimo&lt;br /&gt;com cara de intolerancia e cheiro a petroleo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Camarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Março foi a inocência do meu filho que morreu, atingida pelos estilhaços das bombas da intolerancia e da ganância. Sexta feira passada foram centenas de inocentes que poderiam muito bem ser meus filhos que morreram atingidos exactamente pelos mesmos estilhaços.&lt;br /&gt;Do alto dos seus confortaveis cadeirões os senhores do mundo manifestaram toda a sua solidariedade para com as vitimas enquanto tranquilamente continuaram a fabricar e a vender as armas e a propaganda com as quais se vai matando a inocencia dos filhos e os inocentes filhos.&lt;br /&gt;E assim vai o mundo.....&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8203681-109435806233187102?l=aminhaesquina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/feeds/109435806233187102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8203681&amp;postID=109435806233187102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/109435806233187102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8203681/posts/default/109435806233187102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aminhaesquina.blogspot.com/2004/09/requiem-pela-inocencia.html' title='Requiem Pela Inocencia'/><author><name>Anna Camarra</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
